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Informal: Taxa de subutilização bate recorde e atinge 28,5 milhões de brasileiros 04/07/2019

Informal: Taxa de subutilização bate recorde e atinge 28,5 milhões de brasileiros

Segundo o IBGE, a leve queda na taxa de desemprego é consequência do aumento do trabalho informal e da subocupação. Desalento atinge 4,9 milhões de brasileiros que cansaram de procurar e não encontrar emprego.

No trimestre encerrado em maio, o Brasil registrou recorde de trabalhadores e trabalhadoras subutilizados, que trabalham menos de 40 horas ou fazem bicos para sobreviver, e também de desalentados, aqueles que cansaram de procurar emprego sem conseguir recolocação no mercado de trabalho. A taxa de desemprego ficou estável, mas essa também não é uma boa notícia. O que contribuiu para a estabilidade foi o aumento da informalidade.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Pnad Contínua divulgados na sexta-feira, 28, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

A taxa de subutilização da força de trabalho – 25%, que atinge 28,5 milhões de brasileiros, é recorde da série histórica iniciada em 2012 e registrou alta em comparação ao trimestre anterior – 24,6% e ao trimestre móvel de 2018 – 24,6%.

Se comparado ao mesmo trimestre de 2018, o contingente de subutilizados aumentou 4,7%, o que significa que mais 374 mil trabalhadores estão na categoria subutilizados.

A subutilização da força de trabalho é formada pelo total de desempregados – 13 milhões, subocupados, que são as pessoas que gostariam e poderiam trabalhar mais horas e não conseguem – 7,2 milhões, e a força de trabalho potencial – 8,3 milhões.

O desemprego no Brasil atingiu 13 milhões de trabalhadores no trimestre encerrado em maio. A taxa de desemprego caiu de 12,5% no trimestre fechado em abril para 12,3% no trimestre encerrado em maio. Em igual período de 2018, a taxa de desemprego estava em 12,7%.

Bicos – O número de trabalhadores por conta própria, que faz bicos para sobreviver ou abre pequenos negócios, atingiu 24 milhões de brasileiros. Mais uma vez, o total do que alguns chamam de empreendedores bateu o recorde da série histórica e subiu nas duas comparações: 1,4% – mais 322 mil pessoas – frente ao trimestre anterior e 5,1% – mais 1.170 mil pessoas – frente ao mesmo período de 2018.

“O trabalho por conta própria está sendo usado nas diversas atividades. A indústria, por exemplo, tem uma população ocupada de cerca de 12 milhões de pessoas, sendo que quase 2 milhões estão na indústria têxtil e de confecção, cuja maioria é de costureira que trabalha por conta própria”, destacou a pesquisadora da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy.

Fonte: Com Estadão e CUT

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