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Sindicatos da região preparam emendas à Reforma da Previdência 14/05/2019

Sindicatos da região preparam emendas à Reforma da Previdência

Uma das propostas contidas no plano de governo de Jair Bolsonaro, a Reforma da Previdência iniciou a tramitação na Câmara dos Deputados já no início da administração do novo presidente. Porém mexer nas regras da aposentadoria não é tão simples e afeta muita gente, de diversos segmentos. Segmentos estes, distintos, cada um com suas peculiaridades.

Um destes pontos polêmicos é a aposentadoria especial que, trazendo para a nossa região, abrange mineiros, metalúrgicos, ceramistas, trabalhadores da construção civil e da saúde, entre outros, todos envolvidos com atividades insalubres diariamente. Com as regras atuais, estas pessoas podem se aposentar depois de cumprir 15, 20 ou 25 anos de contribuição, dependendo do tipo de atividade. Com a proposta do Governo Federal, será adotado o sistema de pontos, ou seja, soma da idade com o tempo de contribuição, por um período de transição, e haverá aumento de um ponto a cada ano a partir de 2020.

Para evitar que isso aconteça, o movimento sindical do Sul do estado se uniu e elabora emenda à Reforma da Previdência que será apresentada nesta semana na comissão especial. Uma reunião nesta manhã envolvendo os presidentes de sindicatos e a assessoria jurídica deve alinhar e elaborar o documento. “Estivemos em Brasília na semana passada preparando emenda para a Reforma da Previdência. A intenção é tirar as aposentadorias especiais da reforma para ficar como está hoje, ou seja, aposentar com 60% independente da idade. Na nova regra, o Governo quer colocar com 60% aos 65 anos”, destaca o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Ceramistas de Criciúma e Região, Itaci de Sá.

Os três deputados da região, Geovânia de Sá, Ricardo Guidi e Daniel Freitas devem apresentar a emenda nos próximos dias, já que o prazo expira nesta semana. “Queremos que, quando o projeto ir para plenário, já esteja com a nossa emenda”, fala.

Categorias especiais representam 4,5% dos trabalhadores

A deputada federal, Geovânia de Sá, com quem os lideres sindicais tiveram audiência na semana passada, cita que os trabalhadores que têm direito às aposentadorias especiais no país representam 4,5% e para ela é preciso ter um olhar diferenciado para eles. “Sabemos dos agentes nocivos que os mineiros estão expostos. Na cerâmica, será quem um homem de 60 anos tem condições de trabalhar com sensação térmica de quase 70ºC. E quem o empresário vai contratar? Um homem nesta idade ou um jovem com toda a vitalidade? Eles merecem esta atenção especial”, observa.

Além dos parlamentares da região, os sindicalistas buscaram apoio do senador gaúcho Paulo Paim, com quem tiveram audiências na última sexta-feira, dia 10, em Brasília.

Fonte: DN sul

 

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